segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Orcs em Esmeralda do Oeste

Olá leitor, a história que você vai acompanhar agora se passa em uma era distante, há muito esquecida. Uma era onde opulentos reinos estendiam-se pela face da terra, os homens portavam espadas, reverenciavam os antigos deuses e a magia ainda não havia se extinguido.
O mundo então era um lugar muito diferente do que conhecemos hoje, havia vastas planícies e florestas exuberantes de vida, cobertas de verde pelas mãos da grande deusa da natureza. O vento cortante e as tempestades elétricas ecoavam nos picos das majestosas e intransponíveis montanhas, enquanto gigantescos dragões sobrevoavam as aldeias e os castelos dos homens. Incontáveis tribos de bárbaros viviam espalhadas fora do território dos três impérios. 
Outrora a terra havia sido povoada por várias raças além dos humanos. Em uma rua movimentada poderiam ser vistos sátiros, anões, gigantes, centauros, minotauros, ciclopes e alguns representantes de outras raças (numerosas demais para ser citadas aqui) caminhando tranquilamente e cuidando de seus afazeres. Hoje essas mesmas raças são lembradas apenas em lendas e contos de fadas, pois apenas os humanos sobreviveram ao grande cataclismo. Mas esses fatos serão revelados depois. 
A profissão de mercenário era comum na época, bem mais comum do que a profissão de matador de aluguel nos dias de hoje, pois aqueles eram tempos violentos. Os mercenários eram contratados para realizar perigosos serviços em troca de consideráveis quantias de ouro e jóias. Esses serviços podiam variar entre roubos, assassinatos, a busca por um objeto ou pessoa perdida, a destruição de algum dragão, entre outras coisas. Grupos de mercenários espalhavam-se pelo mundo, vendendo seus serviços a quem oferecesse mais e arriscando-se em missões de alto risco. Muitos desses grupos prosperaram, adquirindo fama e riqueza. Outros não tiveram tanta sorte...
Os protagonistas de nossa história se encaixam em um desses grupos. Se foram bem sucedidos ou não, vocês descobrirão mais tarde.
Nossa aventura começa na pequena cidade de Esmeralda do Oeste, que nada mais era então do que um pontinho afastado no mapa do império Akiliano. Uma cidadezinha costeira onde seus habitantes sobreviviam do comércio, colheita, mineração de esmeraldas (daí o nome do lugar) e em sua maior parte da pesca.

A noite já havia chegado e nossos heróis se encontravam em uma taverna, desfrutando uma farta refeição, bebendo e conversando sobre os tesouros e perigos encontrados na fortaleza abandonada que haviam explorado há algumas semanas. O cheiro de cerveja e fumo impregnava todo o ambiente, misturado ao burburinho das vozes e risadas que se sobrepunham e vinham de todas as mesas espalhadas pelo salão. Um taverneiro gordo corria de mesa em mesa levando carne, vinho e cerveja, enquanto limpava, sempre que podia, as mãos em seu avental já bastante sujo de gordura.

No palco havia uma dupla de bardos, à esquerda do palco apenas tres mesas estavam ocupadas. Em uma das mesas havia dois anões, um humano e um gigante que, a julgar pela sujeira e suor, haviam retornado de um longo dia de trabalho nas minas de esmeralda. Os anões bebiam avidamente seu hidromel em grandes goles e acabavam por molhar suas barbas ruivas. O gigante e o humano preferiam o rum. Em uma outra mesa havia três soldados da guarda da cidade, os escudos e as espadas encostados às cadeiras e as canecas de vinho cheias. E na terceira mesa estavam os nossos mercenários.

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