Epopéia Medieval
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Olá leitor, as histórias que você está prestes a acompanhar nesse blog se passam em uma era distante, pois aconteceram antes dos dois Grandes Cataclismos que mudaram o mundo: o Dilúvio e o Ragnarok. Uma era onde o que hoje conhecemos como mitologia era real e fazia parte do cotidiano das pessoas. Esta foi uma época repleta de magia, de feitos grandiosos e heróis lendários.
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Orcs em Esmeralda do Oeste
Olá leitor, a história que você vai acompanhar agora se
passa em uma era distante, há muito esquecida. Uma era onde opulentos reinos
estendiam-se pela face da terra, os homens portavam espadas, reverenciavam os
antigos deuses e a magia ainda não havia se extinguido.
O mundo então era um lugar muito diferente do que conhecemos
hoje, havia vastas planícies e florestas exuberantes de vida, cobertas de verde
pelas mãos da grande deusa da natureza. O vento cortante e as tempestades
elétricas ecoavam nos picos das majestosas e intransponíveis montanhas,
enquanto gigantescos dragões sobrevoavam as aldeias e os castelos dos homens. Incontáveis tribos de bárbaros viviam espalhadas fora do território dos três impérios.
Outrora a terra havia sido povoada por várias raças além dos
humanos. Em uma rua movimentada poderiam ser vistos sátiros, anões, gigantes, centauros, minotauros, ciclopes e alguns representantes de outras raças (numerosas demais
para ser citadas aqui) caminhando tranquilamente e cuidando de seus afazeres.
Hoje essas mesmas raças são lembradas apenas em lendas e contos de fadas, pois
apenas os humanos sobreviveram ao grande cataclismo. Mas esses fatos serão
revelados depois.
A profissão de mercenário era comum na época, bem mais comum do que a profissão de matador de aluguel nos dias de hoje, pois aqueles eram tempos violentos. Os mercenários eram
contratados para realizar perigosos serviços em troca de consideráveis quantias
de ouro e jóias. Esses serviços podiam variar entre roubos, assassinatos, a
busca por um objeto ou pessoa perdida, a destruição de algum dragão, entre
outras coisas. Grupos de mercenários espalhavam-se pelo mundo, vendendo seus
serviços a quem oferecesse mais e arriscando-se em missões de alto risco.
Muitos desses grupos prosperaram, adquirindo fama e riqueza. Outros não tiveram
tanta sorte...
Os protagonistas de nossa história se encaixam em um desses
grupos. Se foram bem sucedidos ou não, vocês descobrirão mais tarde.
Nossa aventura começa na pequena cidade de Esmeralda do
Oeste, que nada mais era então do que um pontinho afastado no mapa do império
Akiliano. Uma cidadezinha costeira onde seus habitantes sobreviviam do
comércio, colheita, mineração de esmeraldas (daí o nome do lugar) e em sua
maior parte da pesca.
A noite já havia chegado e nossos heróis se encontravam em
uma taverna, desfrutando uma farta refeição, bebendo e conversando sobre os
tesouros e perigos encontrados na fortaleza abandonada que haviam explorado há
algumas semanas. O cheiro de cerveja e fumo impregnava todo o ambiente,
misturado ao burburinho das vozes e risadas que se sobrepunham e vinham de todas as mesas espalhadas pelo salão. Um
taverneiro gordo corria de mesa em mesa levando carne, vinho e cerveja, enquanto
limpava, sempre que podia, as mãos em seu avental já bastante sujo de gordura.
No palco havia uma dupla de bardos, à esquerda do palco apenas tres mesas estavam ocupadas. Em uma das mesas havia dois anões, um humano e um gigante que, a julgar pela sujeira e suor, haviam retornado de um longo dia de trabalho nas minas de esmeralda. Os anões bebiam avidamente seu hidromel em grandes goles e acabavam por molhar suas barbas ruivas. O gigante e o humano preferiam o rum. Em uma outra mesa havia três soldados da guarda da cidade, os escudos e as espadas encostados às cadeiras e as canecas de vinho cheias. E na terceira mesa estavam os nossos mercenários.
No palco havia uma dupla de bardos, à esquerda do palco apenas tres mesas estavam ocupadas. Em uma das mesas havia dois anões, um humano e um gigante que, a julgar pela sujeira e suor, haviam retornado de um longo dia de trabalho nas minas de esmeralda. Os anões bebiam avidamente seu hidromel em grandes goles e acabavam por molhar suas barbas ruivas. O gigante e o humano preferiam o rum. Em uma outra mesa havia três soldados da guarda da cidade, os escudos e as espadas encostados às cadeiras e as canecas de vinho cheias. E na terceira mesa estavam os nossos mercenários.
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